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Passos atuais.

Postado por N. , domingo, 30 de maio de 2010 17:26

Oi,
sei que a algum tempo não estamos andando tão bem quanto antes. O que eu não entendo é: por quê era mais fácil caminhar junto quando ainda descobríamos os nossos passos? Talvez eu, talvez você, prestasse mais atenção, tivesse mais cuidado, não pisávamos no sapato novo, que hoje está surrado.
Lembro quando ainda nos dávamos ao luxo de correr, sentindo voar, a sorrir. Hoje, como tartarugas, nos atropelamos devagar. Em cada pisada a dor. Não é minha intenção, nem sua, penso, fazer doer tanto. E andamos cegas, sem enxergar da outra o pranto.
Eu queria te dizer, que reconheço as pegadas fora do lugar. Mas que, por enquanto, não sei como as aprumar. E também não posso, não consigo, parar de andar. Procuro desesperadamente algo à minha frente, que teima em não chegar.
É minha fraqueza, é minha qualidade, que disfarço com algumas grosserias. Sem aquele velho cortejo, por não ter mais aquela tanta força.

Bem, eu não sei no que não vai dar.

Postado por N. , segunda-feira, 24 de maio de 2010 06:41

Nasci, eu sei, agora
Fiz, chorar
Consegui respirar
Não mais calei.

Tic! O início.
Tac! O fim.
Sem grito, choro
Dor, ar.

Sou milhões de segundos
Mas, não o tempo
O silêncio, o infinito.

Não ando me dando
Me passando
Ela está.

Vida, o Porquê, de não se dar.




 

Postado por N. , segunda-feira, 21 de setembro de 2009 21:06

O que desorganiza essa birósca
mesa de quatro
tomando caipirósca.

Mania de tudo na mesa
pego tudo
amigos, cigarros, cerveja!

Postado por N. , domingo, 2 de agosto de 2009 17:01

Eu vejo aquelas costas magras pelo meu caminho, escapulas ressaltadas, rosto desconhecido. O corpo dele é magro, desengonçado, como quem acabou de aprender a correr. E o Vento.
- O Vento vai leva-lo pra longe!! Segure-se menino!
Se agarrando na areia fina que escorre nas falanges dos dedos, dedos pequeno e magros, pelo que pude ver. Quero chegar mais perto, conhecer, fazer perguntas óbvias.

-Qual é seu nome criança?


Já ouço aquela voz aguda me respondendo, numa dicção típica infantil, quem sabe troque o "R"pelo "L" como faz o "Cebolinha".
Conheço seu pais, o casal que lhe acompanha com olhares cuidadosos sem interferir em sua liberdade. Meus amigos de adolescência, eles tem a história de amor mais linda. Depois de tantos anos, mais que se amam, amam a ideia de amar um ao outro. Sempre foi assim. Só a morte os separa. Com 16 anos ele já me falavam dele, escolheram o nome inacreditável daquele roqueiro punk, duvido que tenham posto.
Estou chegando mais perto chegou a hora de falar!

-Mel! Oi! Quanto tempo minha amiga..
. (provavelmente a conversa durou horas, agora nós temos 30 anos)

Informação importante: O nome do menino é, sim, o que eles diziam. Joe!

Uma [P]revisão.

Postado por N. , quinta-feira, 30 de julho de 2009 19:47

"Eu não quero passar a tarde sozinha, confortando os segundos que agonizam antes de morrer. Naquela praça, naquele banco, olhando aquelas folhas e suas [minhas] gotas caindo do céu.
Um dia inteiro de espera, para trinta minutos calorosamente calculados, falas e olhares, você do meu lado. O caminho é nosso, a chegada é sua, o adeus é seu, sempre seu. Como antes, como antes não me atrevo mais a deixar-te no meio do caminho. "


O primeiro olhar, será feliz e interrogativo, você vai saber os meus motivos, mas vai pergunta-los para ter certeza. Me abraçarás e terás a certeza de que me ama.
Em seguida, terei tua mão ou teu braço.
Depois nossos passos seguindo no mesmo ritmo, então seremos uma só... De novo. A ponto de sorrir no mesmo instante e vivermos [e]ternamente esses minutos.
Agora, estou na parte que não sei narrar, não por que eu não saiba, talvez eu apenas não a queira visualizar em mente.


O pé em tic-tac,
dedos a estalar,
olhar que não para,
passeia de canto a canto.

Eu,
Nervosa e dissonante.


O tempo foi e voltou nas palavras, nosso tempo, nossa convivência vai e volta, cada vez mais rápido. E minha felicidade vagueia nessa ida e vinda, só espero não perde-la. A felicidade, você.


Pronta.